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Justiça do Trabalho: mais de 3 milhões de ações trabalhistas só em 2016

Mais de 3 milhões de novas ações trabalhistas. Essa é a quantidade de ações que a Justiça do Trabalho deve contabilizar quando fechar o balanço de 2016, reforçando o status do Brasil de país com o maior número de reclamações trabalhistas do mundo.

Os cinco maiores bancos do país, por exemplo, contribuem para isso: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú Unibanco e Santander, juntos, respondem a cerca de 130 mil processos. E do total de R$ 17,4 bilhões pagos em ações trabalhistas em 2015, R$ 5,6 bilhões vieram dessas instituições.

Outro bom exemplo é a Volkswagen do Brasil, que é uma das empresas mais acionadas na Justiça do Trabalho. Empregando 18 mil pessoas, a empresa tem 30 mil processos contra elas. Entre eles, há funcionários pedindo indenização por lavarem os próprios uniformes.

De acordo com o escritório de advocacia que move a ação trabalhista, os funcionários alegam gastos com água, sabão, energia elétrica e mão de obra. Para cada funcionário, a ação perde indenização de R$ 12 mil pelo serviço nos últimos cinco anos, sob a justificativa de que “não pode ser transferida ao funcionário a obrigação de manter limpo um uniforme que é obrigado a usar”.

Para 2017, a expectativa é de que as reclamações trabalhistas sofram uma redução. Isso porque a minirreforma trabalhista apresenta pelo governo federal ao final de 2016 pode reduzir as queixas, pois muitos dos argumentos usados pelos trabalhadores nas ações, oriundos de acordos coletivos que não foram reconhecidos pelo Judiciário, passarão a ser lei.

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